Um dos principais problemas de saúde para os seres humanos são as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) que promovem a deterioração da saúde de forma progressiva e multifatorial. Estas correspondem a um conjunto de doenças, principalmente cardiovasculares, Diabetes Mellitus e câncer, causando danos na saúde do paciente e, consequentemente, diminuindo sua qualidade de vida, sendo responsáveis por cerca de 70% de todas as mortes no mundo. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo o estudo comparativo entre a casca e polpa do fruto maxixe (Cucumis anguria L.), buscando a caracterização de suas propriedades
químicas e nutricionais, analisando possíveis potenciais farmacológicos a partir da identificação e quantificação dos metabólitos e micronutrientes presentes em sua casca e polpa, visando estudar seu auxílio e influência na prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Primeiramente, as amostras do fruto foram extraídas via aparelho SHAKER, utilizando o solvente Etanol P.A. Posteriormente, após a extração, foi possível realizar a identificação e quantificação da presença de compostos fenólicos totais nas amostras, utilizando um Espectrofotômetro UV-VIS, que apontaram concentrações de 2,842mg e 1,919mg de fenólicos para cada grama do fruto com e sem casca, respectivamente, representando um aumento de 48,1% na quantidade desses compostos. Assim, destaca-se que a presença de compostos fenólicos demonstra o possível potencial antioxidante que o fruto possa vir a apresentar, auxiliando na redução do estresse oxidativo. Após isso, percebendo-se que o extrato do fruto com a casca apresentava uma concentração maior de fenólicos, as amostras de casca e da polpa do fruto foram levadas à análise via Espectrometria de Emissão Atômica por Plasma Induzido acoplado à Espectrometria de Massa (ICPMS), visando avaliar e quantificar a presença dos micronutrientes existentes. Assim, foram identificados, em maiores concentrações, Cálcio, Cromo, Magnésio, Potássio e
Sódio na casca deste fruto em comparação com sua polpa. Entretanto, nesta, foi possível observar, em maiores concentrações, a presença de Zinco e Manganês comparado com a casca. A partir do exposto, foi possível estabelecer relações acerca das principais funções bioquímicas e metabólicas dos micronutrientes identificados frente às DCNTs, apontando o maxixe como um fruto promissor no que diz respeito aos mecanismos de homeostasia da pressão arterial, controle glicêmico e prevenção de outras doenças crônicas. Ademais, foram encontrados e identificados outros 12 micronutrientes, presentes em baixas concentrações. Desse modo, o presente trabalho apresenta um grande impacto científico e inovador, fato evidenciado na metodologia empregada e nos resultados obtidos – comparado a outros estudos – visando destacar a importância da inserção do maxixe na dieta humana, para auxiliar, de forma complementar, no tratamento e prevenção das DCNTs. Além disso, apresenta potencial sustentável visando realizar o aproveitamento de resíduos que, em primeiro momento, seriam descartados, buscando o desenvolvimento de um produto que suplemente à
alimentação, auxiliando na melhora da qualidade de vida e dos índices de saúde brasileiros.
Palavra Chave: Maxixe, Doenças Crônicas, Compostos Fenólicos, Micronutrientes
Parabéns!!! O projeto está muito bem elaborado e apresentação foi muito bem feita!! Sucesso para vocês!